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Depois de haver tirado do cargo o juiz maranhense Abrahão Lincoln Sauáia, que arrepiava na 6a vara cível, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) aprecia hoje relatórios de sindicância contra José Arimatéia Silva (5a Cível) e Megbel Abdalla (4a da Fazenda Pública). É provável que sejam afastados também.
Tanto no caso de Sauáia, quanto no de Arimatéia e Abadalla, não se trata ainda do julgamento deles. O CNJ apenas decide, com base na sindicância, se convém
arquivar o caso ou processar os juízes. E, nessa última hipótese, considerando a consistência ou eloquência dos indícios, se convém suspendê-los das funções até o julgamento final.
Outros cinco juízes maranhenses citados desfavoravelmente pelos auditores do CNJ aguardam na fila: Nemias Carvalho, Douglas Amorim, Luiz Gonzaga, Raimundo Sampaio e Luiz Carlos Nunes Freire.
É importante observar que a máxima punição no âmbito do CNJ é a aposentadoria compulsória. Só os tribunais podem demitir juízes, no plano administrativo, ou até condená-los criminalmente.
A Corregedoria da Justiça do Maranhão também produziu relatórios arrasadores sobre juízes suspeitos. Mas o pleno do TJ, por maioria, alegando questões formais que o CNJ não endossa, preferiu arquivá-los.
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