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Já está com salvo-conduto, expedido pelo Tribunal de Justiça, um dos suspeitos de envolvimento nos fatos de corrupção que levaram ao indiciamento criminal do grupo liderado por Othelino Nova Alves Neto, ex-secretário do Meio Ambiente no governo Jackson Lago (PDT) e ex-secretário de Governo, recém-exonerado a pedido, do prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB).
Trata-se de Rafael Guerreiro Bonfim, sobrinho do desembargador Antônio Guerreiro Júnior.
O habeas corpus foi impetrado por outro parente, Daniel Guerreiro Bonfim, e a liminar expedida pelo desembargador José Bernardo Silva Rodrigues, relator na 3a Câmara Criminal do TJ.
Conforme o teor do despacho, a Justiça de 1o grau fica proibida de decretar a prisão preventiva do suspeito, já requerida pelos delegados encarregados do inquérito, até o julgamento final do habeas corpus.
Othelino, Rafael Guerreiro e outras dez pessoas foram indiciados em inquérito policial por peculato, falsificaçãode documento público e outros crimes, apurados no setor de meio ambiente do Estado. O caso está com a juíza Oriana Gomes, da 10a vara criminal.
Enquanto isso...
Othelino Neto, afilhado de Jackson, negocia nos bastidores com Fernando Sarney, irmão da governadora Roseana e líder do Sistema Mirante de Comunicação.
Othelino é do PPS, atualmente uma sublegenda do esquema PSDB-PDT. Se conseguirem acertar os ponteiros, o PPS pode passar para o lado do Governo, em troca de proteção política e alívio no noticiário do Sistema Mirante.
Considerado um dos novos-ricos da política maranhense, Othelino foi um dos maiores financiadores individuais da campanha de João Castelo à prefeitura de São Luís.
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